Projeto Cidadania Pop Rua e ABESPA visitaram a Casa do Oleiro e apresentaram aos acolhidos caminhos de continuidade do atendimento após a conclusão do tratamento
Teresina (PI), 18 de setembro de 2026 — O fortalecimento da rede de proteção social e a continuidade do cuidado estiveram no centro de uma visita técnica realizada por profissionais do Projeto Cidadania Pop Rua – Unidade Santo Aleixo e da ABESPA – Associação Beneficente São Paulo Apóstolo, mantenedora da Pastoral do Povo de Rua, ao Centro Terapêutico Casa do Oleiro, em Teresina.
Acolhimento e diálogo
A equipe foi recebida pelos acolhidos da instituição, em um encontro marcado pela escuta, diálogo e troca de informações. O momento possibilitou aos técnicos conhecerem de perto a realidade vivenciada pelas pessoas que estão em processo de tratamento e apresentarem os serviços que poderão ser acessados após essa etapa.
Atualmente, a Casa do Oleiro acolhe 80 pessoas em tratamento, sendo 70 homens e 10 mulheres.
Durante o encontro, os profissionais conversaram com os acolhidos sobre os desafios enfrentados durante e depois do tratamento, reforçando a importância da continuidade do acompanhamento e do acesso às políticas públicas.
Projeto Cidadania Pop Rua: atendimento de porta aberta
Entre os serviços apresentados esteve o Projeto Cidadania Pop Rua, que possui uma proposta de atendimento de porta aberta, possibilitando o acesso das pessoas aos serviços, orientações e encaminhamentos conforme suas necessidades.
A equipe explicou que, após a conclusão do tratamento, os acolhidos poderão buscar os serviços disponíveis na rede, dando continuidade ao processo de reconstrução de suas trajetórias e de acesso a direitos.
A proposta é contribuir para que o período posterior ao tratamento seja acompanhado por uma rede capaz de oferecer orientação, acolhimento e encaminhamentos necessários diante das diferentes demandas sociais.
ABESPA e Pastoral do Povo de Rua
Também foram apresentados os serviços desenvolvidos pela ABESPA e pela Pastoral do Povo de Rua, ampliando o conhecimento dos acolhidos sobre os espaços de atendimento disponíveis após a formação e conclusão do processo terapêutico.
A articulação entre as instituições busca facilitar o acesso a serviços e fortalecer os caminhos de reinserção social, especialmente para pessoas que necessitam de acompanhamento e apoio para reorganizar a vida após o tratamento.
Construção de uma rede de continuidade
O encontro reforçou que o encerramento do tratamento não precisa representar o fim da assistência. A construção de uma rede articulada entre instituições, projetos e serviços pode contribuir para que cada pessoa tenha acesso às oportunidades e aos encaminhamentos necessários para seguir sua trajetória.
A visita técnica também abriu espaço para o fortalecimento da comunicação entre os profissionais e para a construção de futuras ações conjuntas.
Um encontro que vai além da visita
Para os técnicos envolvidos, o momento foi considerado proveitoso e significativo. A aproximação permitiu apresentar possibilidades concretas de atendimento e, ao mesmo tempo, ouvir os acolhidos sobre suas expectativas para o período posterior ao tratamento.
A iniciativa reafirma a importância da união entre instituições que atuam na proteção social e no acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade.
A visita à Casa do Oleiro representa, assim, mais um passo na construção de uma rede de cuidado baseada no acolhimento, na dignidade, no acesso a direitos e na continuidade do acompanhamento.
Da Redação
Jornalista: Wellington Costa